Vender no cartão deixou de ser opcional para quase todo pequeno negócio, de salão de beleza a vendedor de feira. Na hora de comprar maquininha de cartão, porém, a propaganda costuma destacar o preço do aparelho, quando o que realmente pesa no bolso são as taxas cobradas em cada venda e o prazo para o dinheiro cair na conta.
Este guia mostra os sete critérios para escolher, um exemplo de como calcular o custo real, a diferença entre comprar e alugar e o que muda para quem vende como pessoa física ou como MEI.
Como este guia foi feito: reunimos os critérios técnicos e de custo usados pelas empresas de maquininha e as regras do Banco Central sobre o Pix, conferidos em novembro de 2026. As taxas mudam com frequência e variam por faturamento, por isso não comparamos marcas: o foco é como fazer a conta.
Índice
Comprar ou alugar maquininha?
| Comprar | Alugar | |
|---|---|---|
| Custo do aparelho | Pago uma vez, à vista ou parcelado | Mensalidade enquanto durar o contrato |
| Taxas por venda | Costumam ser fixas, por tabela | Podem ser negociadas conforme o faturamento |
| Para quem faz sentido | Quem vende pouco ou está começando | Quem fatura mais e consegue negociar taxas menores |
| Atenção | Garantia e troca em caso de defeito | Multa por cancelamento e valor mínimo de vendas |
Para a maioria dos pequenos negócios, comprar uma maquininha sem aluguel costuma ser mais simples. O aluguel passa a compensar quando o volume de vendas permite negociar taxas bem menores.

7 critérios para escolher a maquininha de cartão
- Taxas por tipo de venda: débito, crédito à vista e crédito parcelado têm taxas diferentes. Olhe a tabela completa, não só a taxa do débito.
- Prazo de recebimento: em quantos dias o dinheiro cai na conta. Receber no dia seguinte costuma ter taxa maior do que receber em 30 dias.
- Antecipação: quanto custa receber antes do prazo padrão, principalmente nas vendas parceladas.
- Pix na maquininha: se aceita Pix por QR Code e qual a taxa cobrada pela empresa da maquininha nesse caso.
- Conectividade: chip de celular incluso, Wi-Fi ou conexão pelo celular. Quem vende na rua precisa de chip.
- Comprovante: impressão em papel ou envio por SMS e e-mail; a impressora encarece o aparelho e exige bobina.
- Conta para receber: se o dinheiro cai numa conta da própria empresa da maquininha ou em qualquer banco, e se há tarifa para transferir.
Exemplo: como calcular o custo real
Os números abaixo são hipotéticos, só para mostrar a conta. Imagine um negócio que vende R$ 5.000 por mês no cartão:
| Tipo de venda | Valor no mês | Taxa hipotética | Custo |
|---|---|---|---|
| Débito | R$ 2.000 | 1,5% | R$ 30 |
| Crédito à vista | R$ 2.000 | 3% | R$ 60 |
| Crédito parcelado | R$ 1.000 | 9% | R$ 90 |
| Total | R$ 5.000 | R$ 180 |
Nesse exemplo, uma diferença de 1 ponto percentual nas taxas muda o custo em cerca de R$ 50 por mês, ou R$ 600 por ano, bem mais do que a diferença de preço entre aparelhos. Por isso, a pergunta “qual maquininha de cartão é melhor” depende do seu tipo de venda: quem vende muito parcelado deve olhar principalmente a taxa do parcelado e da antecipação.
Maquininha de cartão com menor taxa: como negociar
- Simule com o seu faturamento real na página de cada empresa ou com o atendimento.
- Pergunte pela taxa do parcelado e da antecipação, que costumam ser as maiores.
- Compare o prazo de recebimento: taxa baixa com recebimento em 30 dias pode não servir para quem precisa de caixa.
- Peça revisão das taxas depois de alguns meses de vendas, quando o faturamento crescer.
- Leia o contrato, principalmente prazo de fidelidade e multa, no caso de aluguel.
Onde comprar maquininha de cartão com segurança
Prefira comprar maquininha de cartão direto no site ou app oficial da empresa que vai processar as vendas, ou em lojas e marketplaces com vendedor oficial identificado. Evite aparelhos usados vendidos por terceiros: a maquininha fica vinculada ao cadastro de quem a habilitou, e pode não funcionar ou não repassar o dinheiro para você. Na entrega, confira se a caixa está lacrada e ative o aparelho pelo app, com seus próprios dados.
Pessoa física ou MEI: o que muda
Muitas empresas permitem pedir maquininha com CPF, o que ajuda quem está começando. Com o tempo, porém, receber vendas na conta pessoal mistura o dinheiro do negócio com o da casa e pode gerar tarifas de Pix por recebimentos comerciais. Formalizar como MEI e usar uma conta PJ para MEI organiza as finanças e facilita o acesso a crédito. Entenda as tarifas no guia sobre a taxa do Pix.
Alternativas à maquininha
- Pix por QR Code estático ou chave, sem custo para receber como pessoa física em boa parte dos casos.
- Link de pagamento, para vendas pelo WhatsApp e redes sociais.
- Celular como maquininha, em apps que aceitam pagamento por aproximação direto no aparelho, sem comprar equipamento.
Para quem vende pouco ou está testando um negócio, essas opções podem bastar no começo.
Cuidados com segurança
Mostre sempre o valor no visor para o cliente, entregue o comprovante e nunca aproxime a maquininha mais de uma vez sem conferir se a primeira venda passou. Esses cuidados protegem você e o cliente; veja como funciona o golpe do cartão por aproximação. Se o negócio é uma empresa formal, o guia para abrir conta PJ online ajuda a organizar os recebimentos.
Perguntas frequentes
Qual maquininha de cartão é melhor?
A que tem as menores taxas para o seu tipo de venda e o prazo de recebimento que o seu caixa precisa. Simule com o seu faturamento real antes de comprar.
Como ter maquininha de cartão sendo pessoa física?
Muitas empresas aceitam pedido com CPF. Basta cadastrar seus dados no site ou app da empresa escolhida e informar uma conta para receber.
Quem tem maquininha de cartão precisa ter CNPJ?
Nem sempre, porque há opções para pessoa física. Para negócios frequentes, porém, formalizar como MEI ajuda a separar as finanças e evitar tarifas na conta pessoal.
Qual a melhor maquininha de cartão para alugar?
Aluguel faz sentido para quem fatura mais e consegue negociar taxas menores. Compare taxas, prazo de recebimento, valor do aluguel e multa de cancelamento.
Maquininha sem aluguel compensa?
Para quem está começando ou vende pouco, costuma compensar: você paga o aparelho uma vez e só as taxas por venda.
Resumindo
Resumindo como comprar maquininha de cartão: o preço do aparelho é o menor dos custos. Compare as taxas do débito, do crédito e do parcelado, o prazo de recebimento e a antecipação, faça a conta com o seu faturamento real e decida entre comprar e alugar conforme o volume de vendas. Para organizar o dinheiro que entra, separe as vendas numa conta da empresa.